Não achei que o livro cumpre o que promete: ensinar os leitores a pensar
com suas próprias cabeças. Apesar disso, achei a leitura agradável. Vejo o
Pondé como um cara meio polêmico (quem vê suas participações no Jornal da Cultura?),
por isso creio que haja opiniões controversas e termos pejorativos, o que tira
um pouco a seriedade do livro. Mas confesso que me diverti com várias
passagens. É mais um bom tanto de opiniões dele sobre questões gerais e
universais da filosofia e como elas podem ser encaradas. Nada muito profundo.
Mas aguça a curiosidade para ler algo mais embasado e denso sobre os temas
presentes nesse livro.segunda-feira, 21 de agosto de 2017
#18 Filosofia para Corajosos, Luis Felipe Pondé
Não achei que o livro cumpre o que promete: ensinar os leitores a pensar
com suas próprias cabeças. Apesar disso, achei a leitura agradável. Vejo o
Pondé como um cara meio polêmico (quem vê suas participações no Jornal da Cultura?),
por isso creio que haja opiniões controversas e termos pejorativos, o que tira
um pouco a seriedade do livro. Mas confesso que me diverti com várias
passagens. É mais um bom tanto de opiniões dele sobre questões gerais e
universais da filosofia e como elas podem ser encaradas. Nada muito profundo.
Mas aguça a curiosidade para ler algo mais embasado e denso sobre os temas
presentes nesse livro.segunda-feira, 14 de agosto de 2017
#17 História de Quem Foge e de Quem Fica, Elena Ferrante
Depois de um longo e tenebroso inverno sem publicar (mas não sem ler), retomo as atividades do blog. Não resisti e já emendei com o 3º livro da série napolitana de Elena Ferrante, minha nova obsessão literária!!!!!
Aqui, no início, Lenu
e Lila seguem seus caminhos independentes uma da outra. Algumas vezes temos um
paralelo; em outras suas vidas se entrelaçam, mas elas parecem cada vez mais
diferentes em suas escolhas. O contexto político da Itália (e até do mundo) nos
anos 60 e 70 e o feminismo começam a fazer o pano de fundo para este livro. Mas
logo são as escolhas pessoais de cada uma que delineiam quem elas são de fato e
como elas se relacionam. Mas seria tão simples assim? Tive uma dificuldade
imensa de escrever sobre esse livro (tanto é que já li dois outros e ainda
pelejo para terminar esta resenha) porque achei ele mais perturbador que os
anteriores. A violência está mais presente, a incompreensão e o preconceito
contra mulheres independentes e que mandam em suas próprias vidas também. Mas o
mosaico todo só se completa com o 4º livro da série. Ainda estou pensativa
(sobre os dois!!!).
quinta-feira, 20 de julho de 2017
#16 História do Novo Sobrenome, Elena Ferrante
Não sei mais viver sem Lenu e Lila... Fazia tempo que não me sentia órfã
quando um livro acabava! Até li outro depois de "A Amiga Genial", da
mesma autora, mas logo emendei esse "História do Novo Sobrenome".
Aqui, as amigas de infância de Nápoles fazem a transição para a vida
adulta de maneiras que podem ser até previsíveis para cada uma delas. A relação
entre elas continua inconstante. Quem é boa e quem é má? Existe essa divisão?
Elena Ferrante, seja ela quem for (já que se diz tratar de um pseudônimo),
consegue uma profundidade de camadas que impressiona pela vivacidade,
verossimilhança e carga emotiva.
Fazia tempo também que eu não me emocionava tanto com uma história e que
não me identificava tanto com um personagem! Amo Elena Greco, com toda sua
incoerência. Mas, afinal, não são os seres humanos assim mesmo tão complexos?
O segundo livro da chamada quadrilogia napolitana deixa marcas ainda
mais indeléveis na alma de quem se sensibiliza.
domingo, 9 de julho de 2017
#15 Por que fazemos o que fazemos?, Mario Sergio Cortella
O
professor, escritor e filósofo Mario Sergio Cortella nos leva a refletir com
esse livro sobre a nossa relação com o trabalho. O que te leva a levantar cedo
todos os dias e ir trabalhar, a importância de ter uma vida com sentido e
propósito, de onde vem a motivação são alguns dos temas abordados.
Particularmente, me ajudou tanto como profissional em busca de um sentido no
que faço quanto no meu papel de líder de um grupo e o que posso fazer para a
ajudar minha equipe a perceber como seu trabalho pode ser melhor e como seu
trabalho pode te fazer feliz (ou não, dependendo do caso). Leitura muito
construtiva e que te leva a um nível de reflexão que pode até provocar grandes
mudanças na vida, mesmo que não sejam imediatas.
terça-feira, 27 de junho de 2017
#14 Intérprete de Males, Jhumpa Lahiri
Conheci
a escritora indiana Jhumpa Lahiri este ano mesmo, quando li seu O Xará, que veio na caixinha da TAG
(www.taglivros.com.br) de fevereiro, já resenhado aqui (http://adrianabuzzetti.blogspot.com.br/2017/05/4-o-xara-jhumpa-lahiri.html). Neste Intérprete de
Males, uma coletânea de contos (este, definitivamente, é o ano em que li
contos!), as nove histórias mostram personagens em situação de transposição –
sejam indianos vivendo fora da Índia (EUA ou Inglaterra) ou uma família de
indianos (ou descentes) já americanizados, visitando a terra natal (como no
conto que dá título à obra). Há sempre
uma certa estranheza, mas ao mesmo uma tolerância com o que é diferente, quase
como uma acomodação, no sentido de colocar as coisas nos lugares para elas
encaixarem mesmo não sendo partes perfeitas de um quebra-cabeças. A temática do
imigrante em cultura estranha está lá, às vezes pelo olhar de uma criança, sem
julgamento, mas com uma curiosidade isenta. Em outros contos, o que se
sobressai são temas mais universais, envolvendo amor, sexo, romance. Destaque
para “Sexy”, “Quando o Sr. Pirzada Vinha Jantar” e, claro, “Intérprete de
Males”.
sexta-feira, 16 de junho de 2017
#13 A Amiga Genial, Elena Ferrante
A
narradora, Lenu, já adulta, conta a história de sua amizade com a Lila desde
quando elas eram duas menininhas de 6 anos de idade até os 16, já numa quase
transição para a vida adulta. A história se passa na Nápoles do final dos anos
50 e começo dos 60. E não, imagine você, não é uma historinha bobinha!! Eu
pensava: “Que burburinho todo é esse em torno dessa tal de Elena Ferrante que,
tal qual o grafiteiro Banksy, ninguém sabe quem é?” Pois fui verificar no
primeiro livro da chamada quadrilogia napolitana. Assim fui laçada desde as
primeiras páginas, chegando a sentir saudade das personagens quando ficava um
dia ser ler, por algum motivo que me impossibilitava! Além de retratar toda a
comunidade em que elas estavam inseridas, com seus personagens muito bem
desenhados, o romance mostra de dentro da cabeça de uma menina (mas com uma
certa consciência por estar escrevendo já depois de adulta) os questionamentos
existenciais da infância e da adolescência, o choque de realidade com algumas
situações vividas, a descoberta do amor e a constatação do não-amor, as
escolhas feitas e a ação do acaso. Terminei a leitura e me senti órfã. Preciso
urgentemente do segundo livro da quadrilogia!
Em tempo: ao escrever esse texto, leio o terceiro livro da série. Talvez algumas ideias minhas sobre "A Amiga Genial" tenham mudado (mas não a intensidade com que me abateu), mas preferi manter o texto que escrevi assim que o terminei. Em breve mais!
sábado, 10 de junho de 2017
# 12 A Cor Púrpura, Alice Walker
Aqui estou acertando uma
dívida imensa, pois se trata de um mega clássico. Se disser que não vi o filme,
então, vão me crucificar. Bom, sempre é tempo de corrigir, não é mesmo? Pra
quem não conhece nem o filme, um pequeno resumo: história de Celie, mulher,
negra, com pouca instrução, é abusada e tem um casamento arranjado com um homem
que lhe bate e a trata como empregada. Ela tem tanto amor no seu coração, que,
mesmo em meio a tantas tristezas, mantém o espírito confiante de que vai
encontrar a irmã que não vê há anos. Primeiro, queria destacar a forma
epistolar do romance. Celie escreve cartas para Deus, nas quais desabafa, mas
basicamente é com quem conversa, já que na vida real é muito calada. Depois
passa a escrever para a irmã, que vive na África, e a esperança de
reencontrá-la ressurge. Mas é através das pessoas que conhecem Celie de verdade
e passam a entendê-la que ela de fato se conhece, e se transforma, sem perder
sua essência. Lindo!
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