segunda-feira, 18 de setembro de 2017

#21 Amsterdam, Ian McEwan

Depois de uma semana sem publicar (curtindo merecidas férias), estamos de volta ao blog.
Demorei para escrever esta resenha porque não sabia bem o que havia achado deste livro. Gosto muito do Ian McEwan, já vários outros dele, mas confesso que não sei bem o que dizer deste Amsterdam.
Dois amigos se encontram no funeral de uma ex-amante de ambos e isso suscita temores de que um mal semelhante possa acometê-los. Acontecimentos específicos da vida de cada um norteiam a narrativa, mas, apesar de até serem pontos interessantes (gostei muito mais do que envolve o jornalista, por ter sido essa minha profissão por 10 anos), ficava me perguntando onde que a história iria dar. Até que faltando cerca de 1/5 da leitura, o desenrolar começa a se configurar. Pensando bem, é um típico livro de Ian McEwan. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

#20 Em Águas Sombrias, Paula Hawkins

Descobri Paula Hawkins no início desse ano, quando li A Garota do Trem, porque estava numa baita promoção no Kindle. Acontece que não conseguia parar de ler e comecei a pensar que a Paula ia tomar o lugar da Gillian Flynn na minha vida. Só que a Paula só tinha publicado esse livro e o lançamento de Sob Águas Sombrias estava previsto para maio (meses a frente....). Até que em junho ganhei de presente de aniversário!!!
Confesso que demorei para engajar na leitura desse. Talvez por ter iniciado em uma semana cansativa, em que eu acabava dormindo antes de concluir um pequeno capítulo, e a coisa não engrenava. Até que consegui engatar a 2ª e a leitura fluiu. 
Primeiramente, a única semelhança, creio, com o livro début da autora é a narrativa sob diferentes pontos de vista (cada capítulo é um personagem contando a história de um viés diferente). Ok, não é novidade, mas devo admitir que A-DO-RO!!! No início, são peças bem soltas de um quebra-cabeças que parece difícil ainda de montar, mas aos poucos vamos encaixando as partes.
A história tem um quê de misticismo que não me agradou muito, mas as nuances dos relacionamentos entre as personagens da mesma família foram os aspectos que mais me agradaram. Acho que alguns personagens poderiam até ter sido melhor explorados, davam margem à profundidade (vide Katie e Jules), mas ainda assim as relações tecidas são bem interessantes para quem curte esse lado.

Enfim, uma autora para prestarmos atenção. Muita coisa boa deve vir ainda! Assim espero!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

#19 História da Menina Perdida, Elena Ferrante

Agora que terminei toda a quadrilogia napolitana, e depois de penar pra escrever a resenha do anterior, me deparo com um desafio ainda maior que é escrever sobre o último – o que se torna impossível sem levar em conta todos, já que é uma sequência e a história vem se desenvolvendo ao longo de cada livro e vai-se conhecendo as personagens mais e mais.
A vida impõe desafios ainda mais tortuosos para Lenu e Lila. Elas vivem se aproximando e se distanciando; se magoando e se ajudando. No fim, acho que chego à conclusão que a quadrilogia é sobre a amizade, mas é também sobre a vida e sobre o processo inexorável de envelhecimento e (para muitos) de solidão. Triste e bonito. Mas eu sei que estou sendo reducionista e simplista e que é muito mais que isso. Talvez hoje eu não consiga expressar.

Comecei a série empolgadíssima e continuo. Achei umas das histórias mais bem narradas e amarradas que já li. Lenu tem uns insights (e Lila também é mostrada em algumas nuances) que demonstram como a autora construiu uma personagem sólida, tão real, tão humana, tão verossímil, que parece uma biografia de verdade. Por que não? Ninguém sabe quem Elena Ferrante é mesmo!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

#18 Filosofia para Corajosos, Luis Felipe Pondé

Não achei que o livro cumpre o que promete: ensinar os leitores a pensar com suas próprias cabeças. Apesar disso, achei a leitura agradável. Vejo o Pondé como um cara meio polêmico (quem vê suas participações no Jornal da Cultura?), por isso creio que haja opiniões controversas e termos pejorativos, o que tira um pouco a seriedade do livro. Mas confesso que me diverti com várias passagens. É mais um bom tanto de opiniões dele sobre questões gerais e universais da filosofia e como elas podem ser encaradas. Nada muito profundo. Mas aguça a curiosidade para ler algo mais embasado e denso sobre os temas presentes nesse livro.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

#17 História de Quem Foge e de Quem Fica, Elena Ferrante

Depois de um longo e tenebroso inverno sem publicar (mas não sem ler), retomo as atividades do blog. Não resisti e já emendei com o 3º livro da série napolitana de Elena Ferrante, minha nova obsessão literária!!!!!
Aqui, no início, Lenu e Lila seguem seus caminhos independentes uma da outra. Algumas vezes temos um paralelo; em outras suas vidas se entrelaçam, mas elas parecem cada vez mais diferentes em suas escolhas. O contexto político da Itália (e até do mundo) nos anos 60 e 70 e o feminismo começam a fazer o pano de fundo para este livro. Mas logo são as escolhas pessoais de cada uma que delineiam quem elas são de fato e como elas se relacionam. Mas seria tão simples assim? Tive uma dificuldade imensa de escrever sobre esse livro (tanto é que já li dois outros e ainda pelejo para terminar esta resenha) porque achei ele mais perturbador que os anteriores. A violência está mais presente, a incompreensão e o preconceito contra mulheres independentes e que mandam em suas próprias vidas também. Mas o mosaico todo só se completa com o 4º livro da série. Ainda estou pensativa (sobre os dois!!!).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

#16 História do Novo Sobrenome, Elena Ferrante

Não sei mais viver sem Lenu e Lila... Fazia tempo que não me sentia órfã quando um livro acabava! Até li outro depois de "A Amiga Genial", da mesma autora, mas logo emendei esse "História do Novo Sobrenome".
Aqui, as amigas de infância de Nápoles fazem a transição para a vida adulta de maneiras que podem ser até previsíveis para cada uma delas. A relação entre elas continua inconstante. Quem é boa e quem é má? Existe essa divisão? Elena Ferrante, seja ela quem for (já que se diz tratar de um pseudônimo), consegue uma profundidade de camadas que impressiona pela vivacidade, verossimilhança e carga emotiva.
Fazia tempo também que eu não me emocionava tanto com uma história e que não me identificava tanto com um personagem! Amo Elena Greco, com toda sua incoerência. Mas, afinal, não são os seres humanos assim mesmo tão complexos?

O segundo livro da chamada quadrilogia napolitana deixa marcas ainda mais indeléveis na alma de quem se sensibiliza. 

domingo, 9 de julho de 2017

#15 Por que fazemos o que fazemos?, Mario Sergio Cortella

O professor, escritor e filósofo Mario Sergio Cortella nos leva a refletir com esse livro sobre a nossa relação com o trabalho. O que te leva a levantar cedo todos os dias e ir trabalhar, a importância de ter uma vida com sentido e propósito, de onde vem a motivação são alguns dos temas abordados. Particularmente, me ajudou tanto como profissional em busca de um sentido no que faço quanto no meu papel de líder de um grupo e o que posso fazer para a ajudar minha equipe a perceber como seu trabalho pode ser melhor e como seu trabalho pode te fazer feliz (ou não, dependendo do caso). Leitura muito construtiva e que te leva a um nível de reflexão que pode até provocar grandes mudanças na vida, mesmo que não sejam imediatas.